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Como tudo começou
A Encadernaterapia não nasceu como negócio.
Nasceu como sobrevivência.
Antes de dobrar papel, eu dobrava para dentro.
Ansiedade alta, síndrome do impostor constante, aquela sensação de:
“Nada do que eu faço é bom o suficiente.”
Um dia, descobri o bordado no papel.
Sem intenção, sem plano, sem meta.
E ali, costurando pontinhos, algo acalmou.
As mãos começaram a salvar o que a cabeça não dava conta.
Da linha nasceu a página.
Da página nasceu o caderno.
E dos cadernos nasceu esse projeto.
Não para o mundo.
Primeiro, para mim.







